A praia do Grant já teve tesouros



Como morador ou frequente visitante da praia do Grant, você já deve ter apreciado a água cristalina nas pedras, tirado uma foto com a estátua do pescador e visitado a famosa ilha do Grant. Mas você já se perguntou por que a praia e a ilha tem esse nome?


Spoiler: Um cara já foi dono de tudo isso e pior, ele comprou a praia porque pensou ter tesouros abandonados nela. Acompanha esse artigo e vamos te contar tudo!





Era uma vez um homem conhecido por Mister Grant, nasceu nas Antilhas Britânicas, filho de fazendeiros e hoteleiros. Naquela pequena ilha, formou-se engenheiro construtor mas decidiu usar seus conhecimentos de outra forma, foi quando, com 30 anos, embarcou num cargueiro rumo ao Rio de Janeiro.

Certo dia o destino levou-o ao litoral catarinense, quando “descobriu” Itajuba. Encontrou em um só lugar, isolamento, belezas naturais, ilhota na frente, lendas de fantasmas, piratas (que enterraram tesouros na praia), tartarugas, camarões e peixes. Tudo o lembrou das Antilhas Britânicas e por isso comprou uma parte da praia e levantou sua própria casa.

Apaixonado por lendas de pirataria e tesouros escondido, pensou: “Se tantas nações levaram deste Brasil incontáveis riquezas era até possível que algum obscuro corsário esquecera algum valioso baú pelos arredores”.

Foi então, que comprou a praia toda mas não encontrou qualquer tesouro. Então decidiu usar seus dotes de construtor, levantou uma Segunda casa, desta feita para acomodar os amigos que, contagiados pelo entusiasmo do anfitrião, propuseram um desafio: “Mister Grant, por eu não construir aqui um hotel e veraneio?”.

O desafio foi cumprido e no hotel foram criados espaços para os hóspedes, refeitório, frigorífico, orquidário num pequeno paraíso que atraiu e encantou muita gente exigente e depois, muito satisfeita. Em épocas de carnaval, o Bali Hai ficava no chinelo, porque as reservas tinham que ser feitas com um ano de antecedência.



Agora que você sabe de toda a história, já pode chamar a família pra visitar a praia, quem sabe atravessar para a ilha também, pra poder contar toda essa história.


Artigo baseado em um blog da Rede BV, escrito pelo historiador Cacá Fagundes.


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